sábado, 25 de julho de 2015

Filhos I

Amar os filhos
Inerente ao bom
E ao diferente
Mas a todos igualmente.
Construir juntos
 Novos caminhos


Distantes e importantes trilhos.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Filhos

Parafraseando Gil
Deixamos de querer
 Dinamitar os trilhos do trem
Quando se ama um filho ou uma filha.
Deixamos de ser uma ilha
E amamos como não se ama a ninguém
Um amor que não se compara
uma joia única e rara.
O que era antes uma vida sem compromisso
Se transforma em algo novo e maravilhoso
E a mudança no homem faz um bom serviço.
Querer agora viver se possível oitenta anos.
Para poder amar os filhos e vê-los assim crescer.
Esse é agora o novo caminho.


sábado, 6 de junho de 2015

Rolê de bike


Ande
Venha

Não
 Fique
 Quieta

Vamos
Andar
De
 Bicicleta?

Se
 For
 Agora

De
Tarde
A
Tardinha

ou
quando
começar
nova
 Aurora

Vamos!

mas
Se
 For
 Agora

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Meus Oito anos- Casimiro de Abreu

Casimiro de Abreu: MEUS OITO ANOS Oh! que saudades que...



MEUS OITO ANOS

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Como são belos os dias
Do despontar da existência!
— Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é — lago sereno,
O céu — um manto azulado,
O mundo — um sonho dourado,
A vida — um hino d'amor!
Que aurora, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!
Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minhã irmã!
Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
— Pés descalços, braços nus
— Correndo pelas campinas
A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!
Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo.
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!
................................
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
— Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
A sombra das bananeiras
Debaixo dos laranjais!
Casimiro de Abreu

Brincadeiras de Rua

Para minha querida filhinha:
Leila

Brincadeira de Rua

Pega
Pega

Mão
Na mula

Amarelinha

Carrinho
De
Rolemã

Era
Somente
Eu

Meus
Amigos

E
Minhas
Irmãs

Esconde
Esconde
Bolinha
De
Gude

Ciranda
Cirandinha

Policia
E
Ladrão

E
Não
Era
Permitido

Brincar
Perto
Da
Linha
Do
Trem

O
Mundo
Era
Pura
Brincadeira

Uma
linda
Fantasia

Sem
Choro
ou
Tristeza

E
No
Bolso




Nenhum
Vintém

Mas
Com
Tudo
Isso

Eu
Lhe
Pergunto:

Pra
Quê
Neném


João do Gueto

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

The First


Caio
Da
Moto
Mas
Não
Mato

Me
Finjo
De
Rato
De
Esgoto

Mas
Sou
Gato
De
Madame

e
Me
Importo
Mas
Com
O
Homem
e
PRINCIPALMENTE
com
a
Minha
Senhora
Minha
Madame

Do
Que
Pelo
Verde

De
Um
Pobre

E
Ilusório
Dinheiro

E
Como
Um
Bom
E
 Esperto
Gato

Reclamo
e
Durmo
Felinamente
Ronronando.

João do Gueto